EIS QUE EU ESTOU CONTIGO E TE GUARDAREI EM TODO O LUGAR ONDE FORES! (GN 25,15) SEJA UMA IRMÃ DA CONGREGAÇÃO DAS IRMÃS MISSIONÁRIAS DE SÃO CARLOS BORROMEO SCALABRINIANAS E-MAIL vocacoesmscs@uol.com.br visite o site www.mscs.org.br
terça-feira, 25 de novembro de 2014
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
VENHA PARTICIPAR CONOSCO DA BEATIFICAÇÃO DE MADRE ASSUNTA MARCHETTI DIA 25 DE OUTUBRO AS 10H:00 NA CATEDRAL METROPOLITANA DE SÃO PAULO-SP PERTO DO METRÔ SÉ. PRESIDIDA PELO CARDEAL DE SÃO PAULO DOM ODILO E RITO DE BEATIFICAÇÃO PELO CARDEAL ANGELO AMATO DE ROMA VENHA ORAR CONOSCO POR MAIS ESTA NOVA SANTA DA IGREJA SUA PRESENÇA É UMA ALEGRIA
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
ASSISTA TODO UM PROGRAMA DEDICADO A MADRE ASSUNTA MARCHETTI QUE SERÁ BEATIFICADA DIA 25 DE OUTUBRO AS 10 HORAS DA MANHÃ CATEDRAL DE SÃO PAULO-SP CONHEÇA MAIS SOBRE MADRE ASSUNTA SERÁ HOJE NA TV CANÇÃO NOVA AS 22H:00 SERÁ UMA ALEGRIA PARA NÓS CONGREGAÇÃO IRMÃS MISSIONÁRIAS DE SÃO CARLOS BORROMEO SCALABRINIANAS VALE A PENA A REPORTAGEM
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
ENTREVISTA FREI MÁRCIO SOBRINHO NETO DE MADRE ASSUNTA
Entrevista com Frei Márcio Sobrinho bisneto de Madre Assunta
“Toda
a nossa família está emocionada com a Beatificação de Madre Assunta”,
ele fala sobre o significado da Beatificação da tia e como a família
recebeu a notícia.
A
imigração em massa de italianos para as Américas em meados do século
XIX, não trouxe somente ‘ Marchetti, as amigas, a mãe e o irmão José
para o Brasil, mas como é comum em todo fenômeno migratório, os
parentes tendem a deixar a pátria e se unirem àqueles que partiram
antes. A história da família Marchetti teve continuidade no Brasil
devido à imigração de algumas irmãs de Assunta que imigraram e aqui
constituíram família.
Assunta
teve 10 Irmãos, entre eles, por ordem cronológica: Agostinho
(1868), Giuseppe (1869), Assunta (1871), Angela (1874), Teresa (1875),
Pio (1877), Vincenzo (1879), Elvira (1880), Filomena (1884),
Filomena(1886) e Maria Luisa (1891). Destes, Teresa e Maria Luísa
vieram para São Paulo e não mais retornaram à Itália.
Frei
Márcio, religioso dominicano, nasceu e vive em São Paulo. É sobrinho
bisneto de Madre Assunta, bisneto de Teresa, e conta um pouco da
história da família e o que tem significado para eles a Beatificação de
Madre Assunta Marchetti.
O que significa para o senhor a Beatificação de Madre Assunta?
Frei Márcio:
Para mim significa o reconhecimento de uma vida de dedicação aos
pobres e abandonados. Nesse sentido toda a família participou dessa
vocação: sua mãe Carolina, seu irmão Padre Marchetti, e também minha
bisavó, que embora não fosse religiosa professa, viveu como tal, na
dedicação dos órfãos do Orfanato Cristóvão Colombo no Ipiranga.
O que mais chamou atenção na vida de Madre Assunta?
Frei Márcio:
Ela se dedicou de corpo e alma ao trabalho com os pobres órfãos. Além
disso, também me chama a atenção a sua firmeza e determinação diante das
opções da congregação. Ela conhecia bem a Congregação e ficou firme
quando outro grupo de religiosas se mesclaram por um tempo com as
missionárias de São Carlos. Ela suplicou a Dom Scalabrini, junto com
outras irmãs, para que se preservasse a intenção original da
congregação. Nessa atitude nada há de ingenuidade, mas sim de firmeza e
responsabilidade sobre a sua opção e profissão religiosa
Como o senhor se sente, como sobrinho de uma santa (beata)?
Frei Márcio: Sinto que há uma grande responsabilidade de também testemunhar a santidade pela qual ela foi elevada aos altares.
O que o senhor espera deste grande evento?
Frei Márcio: Espero que a partir dessa Beatificação as virtudes vividas pela Madre Assunta possam estimular as pessoas a se consagrarem com generosidade ao serviço do próximo, sobretudo, dos pobres e desamparados de hoje.
Como se chama sua mãe? Tem outros irmãos?
Frei Márcio: Minha mãe se chama Maria Teresa Marsicano Couto, e está com 88 anos, tendo conhecido a Madre Assunta, quando ficou interna no Orfanato da Vila Prudente. Tenho só uma irmã: Teresa Sueli Couto Vieira da Silva.
Por que a sua bisavó, Irmã de Madre Assunta veio para o Brasil?
Frei Márcio: Minha bisavó, Teresina Marchetti Angeli, depois de ficar viúva, veio para o Brasil com seus quatro filhos (um homem e três mulheres). O filho homem voltou de- pois para a Itália, as três mulheres ficaram no Brasil e se casaram. Minha bisavó viveu no Orfanato Cristóvão Colombo do Ipiranga, até falecer em 1946. No Orfanato cuidava dos órfãos e dos padres.
O que a sua vó contava sobre a Madre Assunta?
Frei Márcio: Que Madre Assunta era muito dedicada à obra para a qual havia consagrado sua vida. Era uma pessoa calma, tranquila, e transmitia isso às pessoas que conhecia.
Há alguma memória da sua família, ou na vida de Madre Assunta que o senhor gostaria de ressaltar?
Frei Márcio: O fato que perpassa as vidas do Padre Marchetti, da Madre Assunta e de Teresina Marchetti Angeli (minha bisavó) é sempre o mesmo: o serviço gratuito ao próximo, sinal evidente da presença do Reino de Deus entre nós.
O senhor saberia dizer quantos parentes vocês têm aqui em São Paulo ou no Brasil? E na Itália?
Frei Márcio: Os parentes são muitos: por parte das irmãs de Madre Assunta temos toda a família da tia Marieta, toda a família da tia Filomena, a família da tia Elvira (na Argentina), a família da tia Angela (na Itália). Aqui em São Paulo são muitos os parentes, mas não saberia o número exato deles. Tia Marieta teve 7 filhos, 16 netos, 16 bisnetos e 11 tataranetos. Tia Filomena teve 4 filhos, 7 netos, 14 bisnetos. Tia Elvira teve 5 filhos, 4 netos. Minha bisavó (Tere- sina) teve 4 filhos, 10 netos.
Como a família recebeu a notícia da Beatificação de Madre Assunta?
Frei Márcio: Toda a nossa família ficou muito emocionada com a notícia da Beatificação da Madre Assunta. Algo que parecia remoto se torna realidade. Todos estão rezando e esperando o dia da Beatificação para celebrarmos juntos esse grande dia de ação de graças.
Como sobrinho bisneto de Madre Assunta, que mensagem o senhor deixa.
Frei Márcio: Deixo como mensagem a esperança de que a gratuidade, pregada e vivida por Jesus Cristo, é possível de ser vivida por nós humanos e que todos podem, com a graça de Deus, também praticarem essa virtude fundamental para a nossa época.
BIOGRAFIA MADRE ASSUNTA
BIOGAFIA DE MADRE ASSUNTA
Nasceu
em Lombrici di Camaiore, Lucca (Itália) o dia 15 de agosto 1871. Partiu
como missionária para o Brasil com 24 anos de idade e nunca mais voltou
à sua terra natal. Morreu entre as órfãs como sempre havia desejado, no
dia 1° julho 1948, em Vila Prudente, S. Paulo, SP.
Madre
Assunta é a cofundadora da Congregação das Irmãs Missionárias de São
Carlos Borromeo – Scalabrinianas. Ela amou intensamente o próximo,
especialmente as coirmãs de vocação, dedicando-se com ternura ao cuidado
dos mais pequenos entre os órfãos, pobres, doentes e migrantes em
diversas cidades de São Paulo e no Rio grande do Sul.
Foi
no amor a Jesus eucarístico e a Maria Santíssima que encontrou forças
em todos os momentos de sua humilde existência missionária. Serviu como
cozinheira, enfermeira, catequista, superiora geral e local.
E, porque foi grande amiga de Deus e do próximo necessitado, podemos invocá-la nas
BEATIFICAÇÃO DE MADRE ASSUNTA
BEATIFICAÇÃO DE MADRE ASSUNTA MARCHETTI DIA 25 AS 10 HORAS DA MANHÃ CATEDRAL DA SÉ EM SÃO PAULO-SP VENHA PARTICIPAR CONOSCO ENTRE NO SITE www.madreassunta.com. CELEBRADA PELO CARDEAL DE SÃO PAULO DOM ODILO E O RITO CARDEAL AMATO DE ROMA
quinta-feira, 16 de maio de 2013
SCALABRINI E SÃO CARLOS BORROMEO
A decisão de dar como patrono à sua Congregação São Carlos Borromeo, não parece uma inspiração
fulminante, mas vem a Scalabrini de muito longe,
isto é, do âmago de toda sua vida espiritual.
A isto nos induzem as próprias palavras com que ele an
uncia tal decisão aos seus missionários, na célebre
carta de 1892.
1. A decisão de dar como patrono à sua Cong
regação São Carlos Borro
meo, não parece uma
inspiração fulminante, mas vem a Scalabrini de mu
ito longe, isto é, do âmago de toda sua vida
espiritual.
A isto nos induzem as próprias palavras
com que ele anuncia tal decisão aos seus
missionários, na célebre carta de 1892. Diz ele de fato: “Após ter
rezado um dia inteiro ao Senhor para isso (= colocar a nossa
Congregação sob o patrocínio de um
Santo), e invocado as luzes do
Espírito Santo, apareceu-me à mente
mais radiante e mais suave do
que nunca
a figura do grande São Carl
os”. As palavras do nosso
cursivo testemunham, de fato, que a figura do Santo lhe era já
radiante e suave
também antes de então.
De fato, além da sua origem
lombarda, lembremos que o
Sacerdote Scalabrini teve a tarefa de revisar o Catecismo de Como, à
luz da Escola da Doutri
na Cristã de São Carlos Borromeo; além do
mais, o seu
Pequeno Catecismo para os jardins da infância
(1875) cita
duas vezes São Carlos, enquanto o seu
Catecismo Católico
(publicado
em Piacenza em 1876, mas escrito em Como quando ele era pároco
da igreja de São Bartolomeu) contém
mais de trinta citações de São
Carlos Borromeo – entre as quais todo o Capítulo XVII.
2. Além disso, é necessário acrescentar que Piacenza estava
ligada de maneira muito estreita a Carlos Borromeo
, mediante os predecessores de Scalabrini, os
Bispos: Burali (muito estimado por São Carlos, qu
e o quis como participante em dois de seus
sínodos), Sega (a quem Bascapè dedicará a crônica das últimas horas de vida de São Carlos) e
Rangoni (que foi um dos promotores da
causa de beatificação de São Carlos).
3. São Carlos Borromeo era também, no temp
o de Scalabrini, “o ideal de Bispo feito
realidade” (Alberigo), o pastor que “se fez tudo
para todos”, ardendo de zelo pela salvação das
almas que custaram o sangue de
Cristo. O exemplo de Borromeo,
já escreveu Soranzo, célebre
embaixador veneziano da época, teve mais valor
do que todos os decretos do Concílio de Trento,
porque realizou, através da criação de estruturas
adequadas, todos os decretos do Concílio relativos
ao ministério do Bispo: residência, pregação, visitas pastorais, seminários, catecismo, Sínodos e
Concílios provinciais, culto e obras de caridade...
E somente ao nomear esse
s capítulos, percebemos
em detalhe a imagem do Bispo Scalabrini.
4. São Carlos é visto, pela historiografia ma
is reconhecida, sobretudo como o Bispo-Pastor.
“Mais se indaga, mais se lê,se conhece e se
escuta aquilo o que fez Borromeo e mais somos
levados a crer que a chave de explicação mais pr
ovável de sua excepcional estatura está em sua
função de pastor, que ele exerceu tendo sempre diante de seus olhos o único bom pastor, Jesus
Cristo, de quem realizou, talvez como nenhum outr
o, a semelhança descrita no Capítulo X de
Evangelho de João.
Implantou, segundo novos esqu
emas que resistiram até quas
e os nossos dias, todo o
cuidado para com as almas, estabelecendo como
ponto cardeal uma relação estreita entre fiéis e
bispo, entre fiéis e sacerdotes: estes e aquele de
vem conhecer os batizados, ajudá-los, conduzi-los
com a santa doutrina, libertá-los da ignorância, corri
gi-los em seus erros,
puni-los, se necessário,
nos abusos, assisti-los nas necessidades.
Viver junto do povo – daqui a obrigação da resi
dência prescrita para os párocos e bispos e o
exemplo que deu de residência – se torna para Sã
o Carlos um compromisso primário, aquilo que lhe
permitiu conhecer a fundo virtudes e vícios, nece
ssidades e capacidades de
seu povo: sobre este
conhecimento, redigiu uma série de disposições pr
áticas que iam da exor
tação à prescrições... E
antes de intervir com as prescrições e com as
correções, intervinha com o bom exemplo. Caminhou
sempre diante de seu rebanho, foi sempre o primei
ro a fazer aquilo que pedia, segundo o exemplo
de Cristo
coepit facere et docere
(Jesus começou a fazer e depois a ensinar) (At, 1,1). E o próprio
Cristo e o seu Evangelho tornaram-se o ponto de refe
rência de cada ato e de cada prescrição de São
Carlos (...) (L. Crivelli).
5. Entre os múltiplos aspectos em que Scalab
rini se “espelhou” em São Carlos, veremos a
seguir nestes
Dépliants
, mais particularmente, aqueles que co
nsideramos os dois baluartes da sua
pastoral, depois daquele da Eucaristia (
Dépliants n. 2-3
), isto é, as Visitas pastorais e os Sínodos.
No momento, nos satisfazemos em extrair alg
uns traços comuns dos dois, a fim de esboçar
um perfil em paralelo.
Não esqueçamos, todavia, que se é possível um
paralelo entre Borromeo e o seu “imitador”,
não devemos deixar passar desperce
bido as diferenças macroscópicas,
não só de personalidade (que
aqui não é o lugar de tratar), mas também entre as duas épocas que os viram protagonistas: aquela
da assim dita
contra-reforma
ou melhor,
Reforma católica
; e aquela da idade do Positivismo. Em
certo sentido, São Carlos teve mais sorte do que Scalabrini, porque a sua época era ainda uma
época cristã e unitária, enquanto aquela de Scal
abrini era uma época laica e pluralista: laica na
família, escola, mundo do trabalho e política, etc.
. Além disso, a época de São Carlos não era ainda
corrompida pelo caruncho (preocupação) do individ
ualismo libertário, como aquela de Scalabrini.
A decisão de dar como patrono à sua Congregação São Carlos Borromeo, não parece uma inspiração
fulminante, mas vem a Scalabrini de muito longe,
isto é, do âmago de toda sua vida espiritual.
A isto nos induzem as próprias palavras com que ele an
uncia tal decisão aos seus missionários, na célebre
carta de 1892.
1. A decisão de dar como patrono à sua Cong
regação São Carlos Borro
meo, não parece uma
inspiração fulminante, mas vem a Scalabrini de mu
ito longe, isto é, do âmago de toda sua vida
espiritual.
A isto nos induzem as próprias palavras
com que ele anuncia tal decisão aos seus
missionários, na célebre carta de 1892. Diz ele de fato: “Após ter
rezado um dia inteiro ao Senhor para isso (= colocar a nossa
Congregação sob o patrocínio de um
Santo), e invocado as luzes do
Espírito Santo, apareceu-me à mente
mais radiante e mais suave do
que nunca
a figura do grande São Carl
os”. As palavras do nosso
cursivo testemunham, de fato, que a figura do Santo lhe era já
radiante e suave
também antes de então.
De fato, além da sua origem
lombarda, lembremos que o
Sacerdote Scalabrini teve a tarefa de revisar o Catecismo de Como, à
luz da Escola da Doutri
na Cristã de São Carlos Borromeo; além do
mais, o seu
Pequeno Catecismo para os jardins da infância
(1875) cita
duas vezes São Carlos, enquanto o seu
Catecismo Católico
(publicado
em Piacenza em 1876, mas escrito em Como quando ele era pároco
da igreja de São Bartolomeu) contém
mais de trinta citações de São
Carlos Borromeo – entre as quais todo o Capítulo XVII.
2. Além disso, é necessário acrescentar que Piacenza estava
ligada de maneira muito estreita a Carlos Borromeo
, mediante os predecessores de Scalabrini, os
Bispos: Burali (muito estimado por São Carlos, qu
e o quis como participante em dois de seus
sínodos), Sega (a quem Bascapè dedicará a crônica das últimas horas de vida de São Carlos) e
Rangoni (que foi um dos promotores da
causa de beatificação de São Carlos).
3. São Carlos Borromeo era também, no temp
o de Scalabrini, “o ideal de Bispo feito
realidade” (Alberigo), o pastor que “se fez tudo
para todos”, ardendo de zelo pela salvação das
almas que custaram o sangue de
Cristo. O exemplo de Borromeo,
já escreveu Soranzo, célebre
embaixador veneziano da época, teve mais valor
do que todos os decretos do Concílio de Trento,
porque realizou, através da criação de estruturas
adequadas, todos os decretos do Concílio relativos
ao ministério do Bispo: residência, pregação, visitas pastorais, seminários, catecismo, Sínodos e
Concílios provinciais, culto e obras de caridade...
E somente ao nomear esse
s capítulos, percebemos
em detalhe a imagem do Bispo Scalabrini.
4. São Carlos é visto, pela historiografia ma
is reconhecida, sobretudo como o Bispo-Pastor.
“Mais se indaga, mais se lê,se conhece e se
escuta aquilo o que fez Borromeo e mais somos
levados a crer que a chave de explicação mais pr
ovável de sua excepcional estatura está em sua
função de pastor, que ele exerceu tendo sempre diante de seus olhos o único bom pastor, Jesus
Cristo, de quem realizou, talvez como nenhum outr
o, a semelhança descrita no Capítulo X de
Evangelho de João.
Implantou, segundo novos esqu
emas que resistiram até quas
e os nossos dias, todo o
cuidado para com as almas, estabelecendo como
ponto cardeal uma relação estreita entre fiéis e
bispo, entre fiéis e sacerdotes: estes e aquele de
vem conhecer os batizados, ajudá-los, conduzi-los
com a santa doutrina, libertá-los da ignorância, corri
gi-los em seus erros,
puni-los, se necessário,
nos abusos, assisti-los nas necessidades.
Viver junto do povo – daqui a obrigação da resi
dência prescrita para os párocos e bispos e o
exemplo que deu de residência – se torna para Sã
o Carlos um compromisso primário, aquilo que lhe
permitiu conhecer a fundo virtudes e vícios, nece
ssidades e capacidades de
seu povo: sobre este
conhecimento, redigiu uma série de disposições pr
áticas que iam da exor
tação à prescrições... E
antes de intervir com as prescrições e com as
correções, intervinha com o bom exemplo. Caminhou
sempre diante de seu rebanho, foi sempre o primei
ro a fazer aquilo que pedia, segundo o exemplo
de Cristo
coepit facere et docere
(Jesus começou a fazer e depois a ensinar) (At, 1,1). E o próprio
Cristo e o seu Evangelho tornaram-se o ponto de refe
rência de cada ato e de cada prescrição de São
Carlos (...) (L. Crivelli).
5. Entre os múltiplos aspectos em que Scalab
rini se “espelhou” em São Carlos, veremos a
seguir nestes
Dépliants
, mais particularmente, aqueles que co
nsideramos os dois baluartes da sua
pastoral, depois daquele da Eucaristia (
Dépliants n. 2-3
), isto é, as Visitas pastorais e os Sínodos.
No momento, nos satisfazemos em extrair alg
uns traços comuns dos dois, a fim de esboçar
um perfil em paralelo.
Não esqueçamos, todavia, que se é possível um
paralelo entre Borromeo e o seu “imitador”,
não devemos deixar passar desperce
bido as diferenças macroscópicas,
não só de personalidade (que
aqui não é o lugar de tratar), mas também entre as duas épocas que os viram protagonistas: aquela
da assim dita
contra-reforma
ou melhor,
Reforma católica
; e aquela da idade do Positivismo. Em
certo sentido, São Carlos teve mais sorte do que Scalabrini, porque a sua época era ainda uma
época cristã e unitária, enquanto aquela de Scal
abrini era uma época laica e pluralista: laica na
família, escola, mundo do trabalho e política, etc.
. Além disso, a época de São Carlos não era ainda
corrompida pelo caruncho (preocupação) do individ
ualismo libertário, como aquela de Scalabrini.
SCALABRINI E A IGREJA
Scalabrini
Nos escritos de Scalabrini (em particular nas Cartas Pa
storais e nos Discursos por ocasião das Festas), o tema
sobre a Igreja é o mais abordado. Por isso, seria
uma tarefa quase impossível, ainda que em síntese,
apresentar aqui todo o conjunto de
seu pensamento. Neste “dépliant” nos limitaremos a antologizar alguns
aspectos que Scalabrini privilegiou e que retornam co
m freqüência como um “Leit-motiv”, ou que permanecem
atuais.
Nos escritos de Scalabrini (em particular nas Cartas Pastorais e nos Discursos por ocasião das
Festas), o tema sobre a Igreja é o mais abordado. Por isso, seria uma tarefa quase impossível, ainda
que em síntese, apresentar aqui to
do o conjunto de seu pensamento.
Neste “dépliant” nos limitaremos a antologizar alguns aspectos que
Scalabrini privilegiou e que retornam com freqüência como um “Leit-
motiv”, ou que permanecem atuais.
Das Cartas Pastorais, queremos re
cordar aquela de 1877 e a de 1888,
inteiramente dedicadas a
esse tema, Igreja. Com relação aos Discursos,
lembraremos daqueles elaborados por ocasião da Festa de Pentecostes
que tratam, em geral, do nascimento
da Igreja e de sua natureza. Entre
os discursos por ocasião da Páscoa, quereremos evidenciar a analogia
Igreja-Ressuscitado (1879); a Igreja co
mo civilização cristã (1888); e os
triunfos do Ressuscitado na Igreja
(1900). Também no discurso sobre a
Epifania (1877) e até mesmo em um dos dois únicos discursos sobre a
Ascensão, Scalabrini aborda o tema da Igreja “plenificada” por aquele
mistério. Enfim, devemos lembrar, dentre os Discursos sobre a Assunção,
aquele de “Maria imagem da Igreja” (1882), um dos mais belos e atuais.
“A Igreja é uma sociedade; uma sociedade de natureza
inteiramente diferente das outras, porque é sociedade terrena-
celeste, portanto, verdadeira imagem do seu Fundador, Homem e
Deus ao mesmo tempo. Ela é quase encarnação viva de Jesus
Cristo na terra, uma continuação de sua vida mortal, a sua perpétua manifestação entre
os homens”
(Páscoa 1900).
Antes de passar à antologia dos seus escritos, vamos ver, em flash, alguns pensamentos
dominantes. Scalabrini amou a Igreja, sentindo-a
exatamente como a “encarnação viva de Jesus
Cristo”; e Jesus Cristo (Dèpliant n. 11) é o amor
e a verdade do Pai feito carne para a salvação de
todos os homens. E amor e verdade será a Igreja, que é a “continuação da sua vida mortal”. Esta
Igreja que leva a salvação a todos os homens será, por natureza, uma Igreja missionária; e
Scalabrini realizará a sua “procrastinada” vocação
missionária de um modo providencial todo novo:
mediante a evangelização dos migrantes católicos
europeus, que por sua vez “estenderão o Reino de
Cristo” no novo mundo. Dizer Igreja e dizer “civiliz
ação cristã” é a mesma coisa. E dizer civilização
cristã é a mesma coisa que dizer civilização
somente.
A civilização cristã, criada e alimentada pela Igreja é
a civilização do amor operoso,
que se exprime pelas obras de
caridade.
A Igreja, através dos sacramentos e da palavra, dá
ao homem, fraco e errante, a força da graça e a luz da
verdade, das quais é pleno o seu Fundador. O Estado,
portanto, para não ser míope,
deve dar espaço a esta
civilização e favorecer e não contrastar ou reprimir a obra da
Igreja que a cria e a desenvolve. A Igreja forma o verdadeiro
cidadão, porque forma o homem; e forma o homem, porque
lhe forma a dimensão moral, tendo ela a única moral perfeita
reconhecida para motivar-lhe e sustentar-lhe a fraqueza
humana no cumprir a verdade. A Igreja é na história o
instrumento de Deus para realizar o seu plano, que é só um
plano de salvação, a que todos os homens são chamados. A
Igreja sobre a terra partilha o mistério divino-humano de seu
fundador: é um mistério de grandeza e de miséria, mas com
uma saída final na glória. Nasce daqui um otimismo cristão e
scalabriniano. A Igreja que é
una
, conheceu ao longo dos séculos as divisões, mas deve trabalhar
para reencontrar a unidade perdida: com paciência, humildade e esperança. Scalabrini, amante da
Igreja “viva encarnação de Jesus Cristo”, não podia
não fazer da Eucaristia “extensão da Encarnação
de Cristo” o seu primeiro grande amor e não ver
na Eucaristia o vínculo da unidade da Igreja,
quando afirma que é a Eucaristia que faz a Igreja!
“A Igreja é formada por este sacramento (=
Eucaristia). A Eucaristia é o sinal, sob
o qual fostes reunidos: “O Senhor nos reuniu com a comunhão do cálice”
(Síno
lhe forma a dimensão moral, tendo ela a única moral perfeita
reconhecida para motivar-lhe e sustentar-lhe a fraqueza
humana no cumprir a verdade. A Igreja é na história o
instrumento de Deus para realizar o seu plano, que é só um
plano de salvação, a que todos os homens são chamados. A
Igreja sobre a terra partilha o mistério divino-humano de seu
fundador: é um mistério de grandeza e de miséria, mas com
uma saída final na glória. Nasce daqui um otimismo cristão e
scalabriniano. A Igreja que é
una
, conheceu ao longo dos séculos as divisões, mas deve trabalhar
para reencontrar a unidade perdida: com paciência, humildade e esperança. Scalabrini, amante da
Igreja “viva encarnação de Jesus Cristo”, não podia
não fazer da Eucaristia “extensão da Encarnação
de Cristo” o seu primeiro grande amor e não ver
na Eucaristia o vínculo da unidade da Igreja,
quando afirma que é a Eucaristia que faz a Igreja!
“A Igreja é formada por este sacramento (=
Eucaristia). A Eucaristia é o sinal, sob
o qual fostes reunidos: “O Senhor nos reuniu com a comunhão do cálice”
(Síno
sexta-feira, 22 de março de 2013
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
A VOCAÇÃO DE CADA UM
SACERDOTAL - RELIGIOSA - MATRIMONIAL - LEIGA
Quando você quer seguir uma profissão, são muitos os caminhos a seguir, não?
Pois é. Dá pra escolher aquela que dá mais dinheiro, a que ajuda a se realizar melhor, aquela de que mais gosta, etc.
Mas quando se fala de vocação, a história é diferente. A escolha é limitada. Isso porque vocação não é exatamente a mesma coisa que profissão, nem simplesmente a mesma coisa que dom ou talento pessoal. A vocação é um chamado especial de Deus para cada pessoa. Todos somos chamados para alguma coisa. É para isso que Deus nos dá os dons. Eles não são a vocação, mas um instrumento que Deus nos oferece para que possamos viver a vocação da melhor maneira possível.
É assim que existem as chamadas VOCAÇÕES ESPECÍFICAS, que na Igreja são quatro:
a) Vida sacerdotal: São os padres. Pessoas consagradas a Deus pelo sacramento da Ordem. Com a unção recebida das mãos do Bispo, recebem autoridade para consagrar a Hóstia, transformando-a no corpo e sangue de Cristo, e dar a absolvição dos pecados. Apenas homens podem ser sacerdotes na Igreja Católica.
b) Vida Religiosa: São homens e mulheres consagrados a Deus para viverem um determinado carisma. Atendem o chamado de Deus e pronunciam os Votos de pobreza, castidade e obediência dentro de uma determinada congregação religiosa. Um exemplo são os Irmãos
Lassalistas, que dedicam toda a sua vida à educação da infância e da juventude. Há ainda Irmãos e Irmãs que trabalham com saúde, idosos, comunicações, etc. Cada uma tem o seu carisma próprio e destina-se a propagar o evangelho no mundo, levando a proposta do Reino de Deus às diversas pessoas e culturas.
c) Vida matrimonial: São as pessoas que casam. É das vocações talvez a mais conhecida e mais desejada. Uma família bem estruturada serve como um celeiro para as demais vocações. Dentro da Igreja, o matrimônio tem uam função muito importante, que é a de ser testemunha do amor de Deus. O casal tem a missão de educar bem os seus filhos na fidelidade a Deus e ao seu amor de pai.
d) Vocação leiga: É a vocação do cristão comprometido. Aqui se encaixam todas as pessoas que ajudam na Igreja: Diáconos permanentes, catequistas, ministros, etc. Há ainda determinados movimentos de leigos consagrados. É a vocação por essência do cristão porque quando este assume com garra a sua essência de batizado, assume também o compromisso de ser evangelizador.
E VOCÊ? QUAL A SUA VOCAÇÃO?
DE QUE FORMA VOCÊ VAI SEGUIR A CRISTO?
Oração pelas Vocações Religiosas
Maria Santíssima, / fostes prometida no Paraíso aos nossos primeiros pais / como a Mãe do Salvador do Mundo. / Chegando à plenitude dos tempos, / na virgindade, concebestes o Filho de Deus; / na pobreza o educastes e o gerastes / e na obediência, o levastes para o Egito e Nazaré / e o acompanhastes até a morte na Cruz. / Fazei que tudo o que vós fostes outrora, / sejam hoje, na Igreja e no mundo, / os religiosos e as religiosas. / Por isso alcançai esta graça: / que muitos da nossa juventude / sigam generosos o vosso exemplo. / Em sua virgindade consagrada / se tornem fecundos na santificação do mundo, / em sua pobreza evangélica, / sejam ricos em tesouros do Evangelho; / em sua obediência apostólica / irradiem a alegria da liberdade dos filhos de Deus. / E vós, Virgem Santíssima, / que sois Medianeira de todas as graças, tudo alcançais do coração do Pai, / porque sempre o pedis por intermédio de vosso Filho. / Sabemos também que é por vossas preces, / que na Igreja de Cristo / nascem novas vocações para a vida consagrada. / Por isso mesmo a vós confiamos / o cuidado de implorar sempre mais vocações. / Por isso também felizes vos chamamos a Mãe dos Religiosos, / a Mãe das Religiosas. Amém.
Oração pelas Vocações
Senhor da Messe e Pastor do Rebanho,
faz ressoar em nossos ouvidos
teu forte e suave convite: "Vem e Segue-me"!
Derrama sobre nós o teu Espírito,
que Ele nos dê sabedoria para ver o caminho
e generosidade para seguir tua voz.
Senhor, que a Messe não se perca
por falta de operários.
Desperta nossas comunidades para a missão.
Ensina nossa vida a ser serviço.
Fortalece os que desejam dedicar-se ao Reino
na vida consagrada e religiosa.
Senhor, que o Rebanho não pereça por falta de Pastores.
Sustenta a fidelidade de nossos bispos,
padres e ministros.
Dá a perseverança a nossos seminaristas.
Desperta o coração de nossos jovens
para o ministério pastoral em tua Igreja.
Senhor da Messe e Pastor do Rebanho,
chama-nos para o serviço de teu povo.
Maria, Mãe da Igreja,
modelo dos servidores do Evangelho,
Ajuda-nos a responder SIM. Amém.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
VOCAÇÃO DE JESUS
"Eu vim não para ser servido, mas para servir e dar a vida por resgate de muitos" (Mc 10,45).
Jesus Cristo veio ao mundo como gente para fazer a vontade do Pai, para servir.
Cristo disse "SIM" ao Pai e assumiu sua vocação até o fim. Toda vocação humana tem suas raízes, seu motivo e sua realização na própria vocação de Cristo.
Diz São Paulo: "Nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra... Tudo foi criado por Ele e para Ele" (Cl 1,16ss).
Como Jesus viveu sua vocação?
- nascendo como gente, pobre e sem conforto;
- como criança, em Nazaré, ajudando seus pais;
- aos doze anos, obediente, crescia em estatura, em sabedoria, idade e graça (Lc2, 51-52);
- ao sair de casa, após o batismo no Rio Jordão, ensinou a Palavra de Deus, a Boa Nova. Mostrou que o Reino de Deus é para todos, especialmente os pobres e pecadores.
- escolheu os doze apóstolos e os enviou em missão para dar continuidade a sua obra redentora.
2º) A MISSÃO de Cristo: RESTAURAR TUDO NELE, RESTAURAR A VIDA DIVINA.
Cristo é o restaurador de tudo. É o centro da história:
"Por meio do sangue de Cristo é que fomos libertos e nele nossas faltas foram perdoadas, conforme a riqueza da sua graça... Ele nos fez conhecer o mistério da sua vontade, a livre decisão que havia tomado outrora de restaurar em Cristo todas as coisas, tanto as celestes como as terrestres. " (Ef 1,7-10)
Por Cristo, com Cristo e em Cristo os homens readquirem o equilíbrio, a harmonia e a comunhão perdidas quando estes recusaram a Vida divina:
Cristo restaura a relação do homem com o universo:
* O homem deve assumir o universo, tomando-o como mediação para o amor ao próximo e a Deus.
* O mundo, o universo, penetrados pela graça, são tarefas do homem, que deve continuar o mistério da criação neste "sétimo" dia da história.
"...Pois sabemos que a criação inteira geme e sofre as dores de parto até o presente" (Rm 8,22)
Cristo reconstrói o homem (união consigo mesmo):
* O homem tem agora uma Vida nova em
Cristo, a vida da graça, a Vida divina.
* O homem renasce pela água e pelo Espírito
Santo.
"Quem não nascer da água e do Espírito não pode entra r no Reino de Deus... E para que todo o que no Filho crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3,5.15)
Cristo restaura as relações do homem com os outros:
* Reconstruído em si mesmo, o homem é capaz de se possuir e, portanto, de se dar.
* A Vida divina em nós é essencialmente comunitária, como a Vida divina na Santíssima Trindade.
"...Do u-vos um mandamento
novo: que vos ameis uns aos
outros" (Jo 13,34)
"Nós sabemos que passamos
da morte para a vida. porque
amamos os irmãos". (1Jo 3.14)
Cristo restaura a relação do homem com Deus:
* Em Cristo os homens podem dizer a Deus: "Pai, Pai nosso..."
* Os homens, filhos de Deus, são "o Povo de Deus", a família de Deus, circulando em todos a mesma Vida divina.
"Vede que prova de amor nos deu o Pai: sermos chamados filhos de Deus. E nós o somos" (1Jo 3,1)
"Você já não é escravo, mas filho: e se é filho, é também herdeiro por vontade de Deus" (Gl 4,7)
3º) A RESPOSTA de Cristo: FAZER A VONTADE DO PAI
Para poder entender a vocação de Jesus é preciso acreditar na confissão que proclama a Carta aos Filipenses 2,6-8:
"... Jesus Cristo tinha a condição divina, e não considerou o ser igual a Deus como algo a que se apegar ciosamente. Pelo contrário, esvaziou-se a si mesmo e assumiu a condição de servo, tomando a semelhança humana. Assim, apresentando-se como simples homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruzl"
Em verdade Cristo, na sua condição divina, tinha por direito todas as prerrogativas divinas. Mas, feito homem, renunciou a essas prerrogativas divinas e adotou a condição humana partilhando todas as fraquezas dessa condição humana, exceto o pecado. Isto tem grandes consequências, pois Cristo, sem deixar de ser Deus, ao assumir a condição humana, Ele tem que percorrer os mesmos caminhos de todo ser humano.
Jesus não nasce sabendo tudo, pelo contrário, tem que aprender como qualquer criança, jovem ou adulto, a também descobrir sua vocação.
• Jesus, como homem, discerne também sua vocação
Dos 33 anos da vida de Jesus, 30 aconteceram na normalidade de qualquer outro (Lc 3,23). Jesus vai a se batizar por João Batista como um fiel a mais, aí se manifestou o Espírito Santo, que lhe conduz ao deserto. Aí Jesus verdadeiramente discerne sua vocação escutando o chamado do Pai, sofrendo as tentações...
E Jesus inicia sua vida pública na sinagoga de Nazaré, sua cidade, anunciando sua missão libertadora.
"Foi entregue a Jesus o livro do profeta /saías; abrindo-o, encontrou a passagem onde está escrito: 'O Espírito do Senhor está sobre m/m, porque E/e me ungiu para evangelizar os pobres; envio u-me para proclamar a remissão aos presos e aos cegos a recuperação da vista, para restituir a liberdade aos oprimidos e para proclamar um ano de graça do Senhor'. Fechou o livro e começou a dizer-lhes: hoje se cumpriu essa passagem da Escritura que vocês acabam de ouwr"(Lc 4,17-21).
Jesus assume todas as consequências do Sim
Veja como Cristo viveu e assumiu a sua missão. Veja como disse Sim ao Pai até a morte, e morte de cruz. Veja como não foi fácil:
"Jesus prostrou-se com o rosto em terra e orou: Meu Pai, se é possível, afasta de m/m este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas como tu queres"(m. 26,39).
"Cristo, nos dias de sua vida terrestre, apresentou pedidos e súplicas, com veemente clamor e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte; e foi atendido por causa da sua submissão. E embora fosse Filho, aprendeu, contudo, a obediência pelo sofrimento''(H b 5,7-8).
Jesus assume todas as consequências de sua missão, sendo coerente com aquilo que pregou.
"Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pêlos amigos".
Jesus morreu como o grão de trigo debaixo da terra (Jo 12,24), para dar frutos, para dar vida:
"Eu vim para que tenham vida e a vida em abundância''(Jo 10,10).
Textos para refletir:
1. O que disseram dele: Is 42 e 61; Jo 1, 19-34; 3, 22-35; Mt 16,16-17; Mc 1,21-28
2. O que o Pai disse dele: Lc 3,21-2 e 9,35; Mt 17, 5-6
3. Como Jesus se apresenta: Lc 1-2; Mt 11,28-30 ; 25-40
4. Aparência física de Jesus: Lc 3,23; Lc 4,2; Lc 6,17-23; Lc 22
5. Atraente: Mt 14, 13-21; Jo 1,35-41; Lc 19,10; Jo 7, 40-47
6. Corajoso: Mt 12,24; Lc 25, 8-9
7. Humano: Lc 19,41; Jo 32,36; Mc 9, 13-14; Lc 7,11-17
8. Atitudes de Jesus: Mt 10,38; Mt 5
9. Jesus que convida: Os que dizem sim — Jo 1,35-41; os que colocam condições — Mt 8,21-22; Lc 9, 57-62; Os que dizem não — Mt 19, 16-22
MISSIONÁRIAS SCALABRINIANAS www.mscs.org.br
A Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo, Scalabriniana foi fundada pelo bem-aventurado, dom João Batista Scalabrini, bispo da diocese de Piacenza, Itália, no dia 25 de outubro de 1895. São co-fundadores Padre José Marchetti e Madre Assunta Marchetti.
A fundação da Congregação das irmãs mscs está ligada a uma época de profundas mudanças econômico-sociais e políticas. Esse contexto gerava migrações em massa da Europa para países das Américas do Norte e do Sul.
Dom Scalabrini, sensível e solidário aos imigrantes, dá início a uma ação pastoral específica. Compromete-se pessoalmente com a causa da migração e reúne colaboradores e continuadores de sua missão.
As primeiras irmãs da Congregação a assumir esse desafio, a convite de padre José Marchetti, foram Carolina Marchetti, Assunta Marchetti, Ângela Larini e Maria Franceschini, que no dia 25 de outubro de 1895 foram admitidas aos votos religiosos e enviadas em missão por dom João Batista Scalabrini, para o Brasil, especificamente, ao Estado de São Paulo.
Chegando lá, as irmãs estabeleceram a primeira comunidade no Orfanato Cristóvão Colombo, na cidade de São Paulo, com a finalidade de atender os órfãos, filhos de imigrantes italianos, em sua maioria, ali acolhidos. Na época, foram os primeiros destinatários da ação missionária da Congregação, traduzida no serviço evangélico e missionário aos migrantes, preferencialmente aos pobres e necessitados.
No Rio Grande do Sul, desde 1915, a Congregação se dedicou, inicialmente, aos imigrantes italianos, no município de Bento Gonçalves, atuando nas áreas da educação, saúde, pastoral social e formação religiosa.
Essa presença tornou-se vertente de vitalidade congregacional pelas numerosas vocações que deram origem a iniciativas missionárias, resultando na criação da Província Imaculada Conceição, em 1927, com sede em Caxias do Sul, RS.
Em 1936, a Congregação se expandiu para a Europa, e a partir de 1941, para a América do Norte. Mais tarde, para outros países da América Latina, Ásia e África. Hoje, está presente em 27 países, tendo sua sede geral em Roma, Itália.
A Congregação está organizada em seis províncias (grupos), com suas respectivas sedes administrativas em Piacenza, Itália; Illinois, Estados Unidos da América; São Paulo, SP, Brasil; Várzea Grande, MT, Brasil; Porto Alegre, RS, Brasil; Caxias do Sul, RS, Brasil.
Para saber mais sobre a nossa história... (www.scalabriniane.org)
e-mail: vocacoesmscs@uol.com.br
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