EIS QUE EU ESTOU CONTIGO E TE GUARDAREI EM TODO O LUGAR ONDE FORES! (GN 25,15) SEJA UMA IRMÃ DA CONGREGAÇÃO DAS IRMÃS MISSIONÁRIAS DE SÃO CARLOS BORROMEO SCALABRINIANAS E-MAIL vocacoesmscs@uol.com.br visite o site www.mscs.org.br
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Oração pelas Vocações Religiosas
Maria Santíssima, / fostes prometida no Paraíso aos nossos primeiros pais / como a Mãe do Salvador do Mundo. / Chegando à plenitude dos tempos, / na virgindade, concebestes o Filho de Deus; / na pobreza o educastes e o gerastes / e na obediência, o levastes para o Egito e Nazaré / e o acompanhastes até a morte na Cruz. / Fazei que tudo o que vós fostes outrora, / sejam hoje, na Igreja e no mundo, / os religiosos e as religiosas. / Por isso alcançai esta graça: / que muitos da nossa juventude / sigam generosos o vosso exemplo. / Em sua virgindade consagrada / se tornem fecundos na santificação do mundo, / em sua pobreza evangélica, / sejam ricos em tesouros do Evangelho; / em sua obediência apostólica / irradiem a alegria da liberdade dos filhos de Deus. / E vós, Virgem Santíssima, / que sois Medianeira de todas as graças, tudo alcançais do coração do Pai, / porque sempre o pedis por intermédio de vosso Filho. / Sabemos também que é por vossas preces, / que na Igreja de Cristo / nascem novas vocações para a vida consagrada. / Por isso mesmo a vós confiamos / o cuidado de implorar sempre mais vocações. / Por isso também felizes vos chamamos a Mãe dos Religiosos, / a Mãe das Religiosas. Amém.
Oração pelas Vocações
Senhor da Messe e Pastor do Rebanho,
faz ressoar em nossos ouvidos
teu forte e suave convite: "Vem e Segue-me"!
Derrama sobre nós o teu Espírito,
que Ele nos dê sabedoria para ver o caminho
e generosidade para seguir tua voz.
Senhor, que a Messe não se perca
por falta de operários.
Desperta nossas comunidades para a missão.
Ensina nossa vida a ser serviço.
Fortalece os que desejam dedicar-se ao Reino
na vida consagrada e religiosa.
Senhor, que o Rebanho não pereça por falta de Pastores.
Sustenta a fidelidade de nossos bispos,
padres e ministros.
Dá a perseverança a nossos seminaristas.
Desperta o coração de nossos jovens
para o ministério pastoral em tua Igreja.
Senhor da Messe e Pastor do Rebanho,
chama-nos para o serviço de teu povo.
Maria, Mãe da Igreja,
modelo dos servidores do Evangelho,
Ajuda-nos a responder SIM. Amém.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
VOCAÇÃO DE JESUS
"Eu vim não para ser servido, mas para servir e dar a vida por resgate de muitos" (Mc 10,45).
Jesus Cristo veio ao mundo como gente para fazer a vontade do Pai, para servir.
Cristo disse "SIM" ao Pai e assumiu sua vocação até o fim. Toda vocação humana tem suas raízes, seu motivo e sua realização na própria vocação de Cristo.
Diz São Paulo: "Nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra... Tudo foi criado por Ele e para Ele" (Cl 1,16ss).
Como Jesus viveu sua vocação?
- nascendo como gente, pobre e sem conforto;
- como criança, em Nazaré, ajudando seus pais;
- aos doze anos, obediente, crescia em estatura, em sabedoria, idade e graça (Lc2, 51-52);
- ao sair de casa, após o batismo no Rio Jordão, ensinou a Palavra de Deus, a Boa Nova. Mostrou que o Reino de Deus é para todos, especialmente os pobres e pecadores.
- escolheu os doze apóstolos e os enviou em missão para dar continuidade a sua obra redentora.
2º) A MISSÃO de Cristo: RESTAURAR TUDO NELE, RESTAURAR A VIDA DIVINA.
Cristo é o restaurador de tudo. É o centro da história:
"Por meio do sangue de Cristo é que fomos libertos e nele nossas faltas foram perdoadas, conforme a riqueza da sua graça... Ele nos fez conhecer o mistério da sua vontade, a livre decisão que havia tomado outrora de restaurar em Cristo todas as coisas, tanto as celestes como as terrestres. " (Ef 1,7-10)
Por Cristo, com Cristo e em Cristo os homens readquirem o equilíbrio, a harmonia e a comunhão perdidas quando estes recusaram a Vida divina:
Cristo restaura a relação do homem com o universo:
* O homem deve assumir o universo, tomando-o como mediação para o amor ao próximo e a Deus.
* O mundo, o universo, penetrados pela graça, são tarefas do homem, que deve continuar o mistério da criação neste "sétimo" dia da história.
"...Pois sabemos que a criação inteira geme e sofre as dores de parto até o presente" (Rm 8,22)
Cristo reconstrói o homem (união consigo mesmo):
* O homem tem agora uma Vida nova em
Cristo, a vida da graça, a Vida divina.
* O homem renasce pela água e pelo Espírito
Santo.
"Quem não nascer da água e do Espírito não pode entra r no Reino de Deus... E para que todo o que no Filho crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3,5.15)
Cristo restaura as relações do homem com os outros:
* Reconstruído em si mesmo, o homem é capaz de se possuir e, portanto, de se dar.
* A Vida divina em nós é essencialmente comunitária, como a Vida divina na Santíssima Trindade.
"...Do u-vos um mandamento
novo: que vos ameis uns aos
outros" (Jo 13,34)
"Nós sabemos que passamos
da morte para a vida. porque
amamos os irmãos". (1Jo 3.14)
Cristo restaura a relação do homem com Deus:
* Em Cristo os homens podem dizer a Deus: "Pai, Pai nosso..."
* Os homens, filhos de Deus, são "o Povo de Deus", a família de Deus, circulando em todos a mesma Vida divina.
"Vede que prova de amor nos deu o Pai: sermos chamados filhos de Deus. E nós o somos" (1Jo 3,1)
"Você já não é escravo, mas filho: e se é filho, é também herdeiro por vontade de Deus" (Gl 4,7)
3º) A RESPOSTA de Cristo: FAZER A VONTADE DO PAI
Para poder entender a vocação de Jesus é preciso acreditar na confissão que proclama a Carta aos Filipenses 2,6-8:
"... Jesus Cristo tinha a condição divina, e não considerou o ser igual a Deus como algo a que se apegar ciosamente. Pelo contrário, esvaziou-se a si mesmo e assumiu a condição de servo, tomando a semelhança humana. Assim, apresentando-se como simples homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruzl"
Em verdade Cristo, na sua condição divina, tinha por direito todas as prerrogativas divinas. Mas, feito homem, renunciou a essas prerrogativas divinas e adotou a condição humana partilhando todas as fraquezas dessa condição humana, exceto o pecado. Isto tem grandes consequências, pois Cristo, sem deixar de ser Deus, ao assumir a condição humana, Ele tem que percorrer os mesmos caminhos de todo ser humano.
Jesus não nasce sabendo tudo, pelo contrário, tem que aprender como qualquer criança, jovem ou adulto, a também descobrir sua vocação.
• Jesus, como homem, discerne também sua vocação
Dos 33 anos da vida de Jesus, 30 aconteceram na normalidade de qualquer outro (Lc 3,23). Jesus vai a se batizar por João Batista como um fiel a mais, aí se manifestou o Espírito Santo, que lhe conduz ao deserto. Aí Jesus verdadeiramente discerne sua vocação escutando o chamado do Pai, sofrendo as tentações...
E Jesus inicia sua vida pública na sinagoga de Nazaré, sua cidade, anunciando sua missão libertadora.
"Foi entregue a Jesus o livro do profeta /saías; abrindo-o, encontrou a passagem onde está escrito: 'O Espírito do Senhor está sobre m/m, porque E/e me ungiu para evangelizar os pobres; envio u-me para proclamar a remissão aos presos e aos cegos a recuperação da vista, para restituir a liberdade aos oprimidos e para proclamar um ano de graça do Senhor'. Fechou o livro e começou a dizer-lhes: hoje se cumpriu essa passagem da Escritura que vocês acabam de ouwr"(Lc 4,17-21).
Jesus assume todas as consequências do Sim
Veja como Cristo viveu e assumiu a sua missão. Veja como disse Sim ao Pai até a morte, e morte de cruz. Veja como não foi fácil:
"Jesus prostrou-se com o rosto em terra e orou: Meu Pai, se é possível, afasta de m/m este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas como tu queres"(m. 26,39).
"Cristo, nos dias de sua vida terrestre, apresentou pedidos e súplicas, com veemente clamor e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte; e foi atendido por causa da sua submissão. E embora fosse Filho, aprendeu, contudo, a obediência pelo sofrimento''(H b 5,7-8).
Jesus assume todas as consequências de sua missão, sendo coerente com aquilo que pregou.
"Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pêlos amigos".
Jesus morreu como o grão de trigo debaixo da terra (Jo 12,24), para dar frutos, para dar vida:
"Eu vim para que tenham vida e a vida em abundância''(Jo 10,10).
Textos para refletir:
1. O que disseram dele: Is 42 e 61; Jo 1, 19-34; 3, 22-35; Mt 16,16-17; Mc 1,21-28
2. O que o Pai disse dele: Lc 3,21-2 e 9,35; Mt 17, 5-6
3. Como Jesus se apresenta: Lc 1-2; Mt 11,28-30 ; 25-40
4. Aparência física de Jesus: Lc 3,23; Lc 4,2; Lc 6,17-23; Lc 22
5. Atraente: Mt 14, 13-21; Jo 1,35-41; Lc 19,10; Jo 7, 40-47
6. Corajoso: Mt 12,24; Lc 25, 8-9
7. Humano: Lc 19,41; Jo 32,36; Mc 9, 13-14; Lc 7,11-17
8. Atitudes de Jesus: Mt 10,38; Mt 5
9. Jesus que convida: Os que dizem sim — Jo 1,35-41; os que colocam condições — Mt 8,21-22; Lc 9, 57-62; Os que dizem não — Mt 19, 16-22
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A Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo, Scalabriniana foi fundada pelo bem-aventurado, dom João Batista Scalabrini, bispo da diocese de Piacenza, Itália, no dia 25 de outubro de 1895. São co-fundadores Padre José Marchetti e Madre Assunta Marchetti.
A fundação da Congregação das irmãs mscs está ligada a uma época de profundas mudanças econômico-sociais e políticas. Esse contexto gerava migrações em massa da Europa para países das Américas do Norte e do Sul.
Dom Scalabrini, sensível e solidário aos imigrantes, dá início a uma ação pastoral específica. Compromete-se pessoalmente com a causa da migração e reúne colaboradores e continuadores de sua missão.
As primeiras irmãs da Congregação a assumir esse desafio, a convite de padre José Marchetti, foram Carolina Marchetti, Assunta Marchetti, Ângela Larini e Maria Franceschini, que no dia 25 de outubro de 1895 foram admitidas aos votos religiosos e enviadas em missão por dom João Batista Scalabrini, para o Brasil, especificamente, ao Estado de São Paulo.
Chegando lá, as irmãs estabeleceram a primeira comunidade no Orfanato Cristóvão Colombo, na cidade de São Paulo, com a finalidade de atender os órfãos, filhos de imigrantes italianos, em sua maioria, ali acolhidos. Na época, foram os primeiros destinatários da ação missionária da Congregação, traduzida no serviço evangélico e missionário aos migrantes, preferencialmente aos pobres e necessitados.
No Rio Grande do Sul, desde 1915, a Congregação se dedicou, inicialmente, aos imigrantes italianos, no município de Bento Gonçalves, atuando nas áreas da educação, saúde, pastoral social e formação religiosa.
Essa presença tornou-se vertente de vitalidade congregacional pelas numerosas vocações que deram origem a iniciativas missionárias, resultando na criação da Província Imaculada Conceição, em 1927, com sede em Caxias do Sul, RS.
Em 1936, a Congregação se expandiu para a Europa, e a partir de 1941, para a América do Norte. Mais tarde, para outros países da América Latina, Ásia e África. Hoje, está presente em 27 países, tendo sua sede geral em Roma, Itália.
A Congregação está organizada em seis províncias (grupos), com suas respectivas sedes administrativas em Piacenza, Itália; Illinois, Estados Unidos da América; São Paulo, SP, Brasil; Várzea Grande, MT, Brasil; Porto Alegre, RS, Brasil; Caxias do Sul, RS, Brasil.
Para saber mais sobre a nossa história... (www.scalabriniane.org)
e-mail: vocacoesmscs@uol.com.br
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Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas. JOÃO BATISTA SCALABRINI - FUNDADOR
A Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo, Scalabrinianas, foi fundada pelo Beato João Batista Scalabrini em Piacenza aos 25 de outubro de 1895, e tem como co-fundadores os irmãos Padre José Marchetti e Madre Assunta Marchetti. Sua Missão é o serviço evangélico e missionário aos migrantes, especialmente aos mais pobres e necessitados. Expandiu-se inicialmente no Brasil, e em seguida na Europa (1936), na América do Norte (1941) e, nos últimos anos em vários países da América Latina, da Ásia e da Africa. Atualmente marca presença em 26 países, conta com 800 Irmãs e 156 comunidades, e sua Sede Geral se encontra em Roma . As Irmãs consagram sua vida a Jesus Cristo, segundo as exigências do Carisma Scalabriniano, vivem a fraternidade em comunidade, como elemento indispensável da consagração religiosa, e se fortalecem na fidelidade vocacional mediante a oração, a meditação da Palavra de Deus e a Celabração Eucarística, fonte de comunhão com Deus e com os irmãos.
As Irmãs Missionárias Scalabrinianas, ao longo do desenvolvimento da história da Congregração se dedicaram, e continuam ainda dedicando-se à educação, à ação social e pastoral, ao serviço da pastoral da saúde, à catequese, à evangelização e à colaboração com a Igreja local a favor dos migrantes e dos pobres.
Fiéis ao carisma e atentas aos desafios da mobilidade, a Congregação acolhe a proposta da Igreja de colocar-se a serviço dos que estão envolvidos com o drama do fenônemo das migrações, sendo “sinal da ternura de Deus e testemunho particular do mistério da Igreja, casta, esposa e mãe (V.C. 57), motivadas pelas Palavras do Evangelho: “Eu era estrangeiro e vocês me acolheram” (Mt 25,35)
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Vídeo vocacional com frases do Papa João Paulo II
“Jovens do mundo, ouçam a voz de Cristo! Ouçam a voz Sua Voz e sigam-nO.”
“A vocação toca a raiz mais profunda do ser humano.”
“A vocação religiosa é um dom livremente concedido e livremente recebido.”
“Você está na grande encruzilhada da sua vida e precisa se decidir.”
“Se Ele pede muito a você é porque sabe que você pode dar muito”
“Você precisa viver para Deus; você precisa viver para os outros… e ninguém poderá viver esta vida por você…”
“Seu chamado é uma declaração de Amor.”
“E sua resposta é compromisso, amizade e amor manifestados no dom de sua própria vida.”
“Esteja certo disso: se você ouvir o Seu chamado e O seguir, você encontrará grande alegria e felicidade.”
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Cristo é o Bom Pastor, mas precisa de outros, de pessoas disponíveis para anunciar o reino de Deus...
Deus precisa de Ti, meu caro jovem...
Já alguma vez pensaste nisso?
Já alguma vez pensaste que Deus precisa de ti.
Que podes fazer muito pelos outros?
Que uma vida cheia, grande, é aquela que é vivida em favor dos outros?
Não penses só em ti, de forma egoísta...
Numa vida pequenina, às vezes vazia de sentido...
Pensa que há outros caminhos...
Deus chama pelo teu nome... Faz silêncio, escuta-O e pergunta ao Senhor:
"Que queres que eu faça da minha vida?
Qual será a vocação a que me chamas, Senhor Jesus?".
Tudo começa na família: a vida, a fé, a vocação.
Por isso, os pais são os primeiros responsáveis para surgir a vida, a fé e a vocação consagrada...
Depois de fazer surgir estas realidades, os pais devem acompanhar os seus filhos no desenvolvimento da vida, da fé, da vocação. Até que um dia, os jovens caminhem por si mesmos na vida, na fé e na vocação.
Cristão que me lês, já pensaste alguma vez se Jesus Cristo é de verdade o teu Bom Pastor?
É Ele que te conduz?
É a Sua Palavra que escutas?
É a Sua doutrina que segues?
É a Sua lei (a lei do amor) que cumpres?
É a Sua vida que procuras imitar?
É a Sua Vontade que procuras fazer?
É a Cristo que procuras agradar?
É a Ele que amas, esperas e acreditas?
Fazes silêncio para falares com Cristo e estares na intimidade com Ele?
Dás tempo a Deus no teu dia e rezas com Ele como quem fala com um amigo?
Pára e pensa, meu amigo, minha amiga.
Deus conta contigo, Deus precisa de Ti e tu precisas de Deus.
O futuro dos filhos depende, em grande parte, das mães.
São as mães que orientam, muitas vezes, os seus filhos, vocacionalmente.
São as mães que podem e devem falar aos filhos da vida consagrada masculina ou feminina.www.mscs.org.br e-mail: vocacoes
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Em uma sociedade individualista como a nossa, muitos se perguntam se há sentido numa vocação religiosa que, essencialmente, coloca um ser humano a serviço de Deus e do próximo. O assunto merece reflexões nesta época em que poucos pais e mães lembram de colocar para os filhos a vida consagrada como opção de vida. Muitas vocações religiosas e sacerdotais, um chamado e um sinal do amor de Deus, se perdem por não serem cultivadas e incentivadas na intimidade das famílias.
Vicktor Frankl, fundador da Logoterapia, nos diz: “A essência da existência humana radica na sua autotranscendência. Ser homem significa, de per si e sempre, dirigir-se e ordenar-se a algo ou a alguém: entregar-se o homem a uma obra a que se dedica, a um homem que ama, ou a Deus a quem serve”.
Toda e qualquer vocação faz o homem ir além de si mesmo. Refere-se, portanto, à autotranscendência e evidencia um serviço a uma obra, a uma pessoa ou a Deus. Assim, podemos dizer que a vida consagrada é um sinal para o mundo atual do amor de Deus por todos os seres humanos. É um sinal também de que, somente indo além de si mesma, dedicando-se a algo, a alguém, a pessoa será feliz e realizada.
A vocação religiosa nasce de um encontro, de uma experiência onde a pessoa sente profundamente o amor de Deus em sua vida. Esse encontro se dá de forma tão intensa que a pessoa passa a desejar uma vida de inteira dedicação a Deus. E deseja fazer com que outras pessoas vivam a mesma experiência, que leva a uma vida onde, de forma concreta, o amor divino é compartilhado com todos.
A vida consagrada é o nome que a Igreja Católica dá ao modo de viver das pessoas que deixaram as suas vidas profissionais e familiares e seu próprio futuro no mundo para dedicar-se inteiramente a Deus, no serviço à Igreja, na evangelização, intercessão e promoção da dignidade humana. Esse serviço se dá através de um jeito próprio, ou seja, de acordo com o carisma de cada congregação ou entidade religiosa e de cada membro da mesma, como um modo próprio de ser e agir.
É preciso salientar que, para uma adequada vivência dessa vocação, é necessária certa maturidade psicoafetiva, que permite à pessoa uma liberdade interior, tornando-a capaz de um amor propriamente “humano”, que assume e integra em nível espiritual o amor biológico e o psíquico. A pessoa madura afetivamente traz consigo algumas características, como tolerância à frustração, controle da ansiedade e insegurança, adaptabilidade, flexibilidade, capacidade de esperar, capacidade de sublimação, capacidade de dar e receber, aceitação dos próprios limites e fraquezas.
Evidentemente, não se espera uma maturidade plena, mas minimamente necessária, para que, a partir dela, o indivíduo possa crescer numa vida de doação a Deus e aos irmãos.
A pessoa que se sente chamada a uma vida religiosa precisa ter coragem de se questionar e perguntar ao próprio coração o que é deseja. Precisa olhar para dentro de si mesma e ver o que sente ao imaginar-se numa vida consagrada, para que possa verificar se se trata de uma vocação a uma vida de inteira dedicação, ou de um chamado a assumir sua religiosidade com mais intensidade.
A partir dessas reflexões, é necessário que a pessoa procure conhecer instituições, comunidades, congregações com as quais se identifique e dê início a um processo de discernimento vocacional, com um acompanhamento espiritual adequado. O discernimento vocacional precisa ser feito com tranquilidade, sem pressa, pois se trata de uma decisão para toda uma vida.
Como pessoa consagrada que sou, posso dizer para aqueles que se sentem inquietos que não tenham medo e ouçam no seu coração a voz que chama. Não tenham medo de se questionar, de procurar ajuda e acompanhamento espiritual adequado. Não tenham medo de deixar tudo, se este for a vocação, para uma vida de inteira doação e dedicação ao próximo. Posso dizer, com a minha humilde experiência, que Vicktor Frankl tinha razão ao dizer que o ser humano tem na sua essência a autotranscendência e que somente por meio dela encontra realização e felicidade.www.mscs.org.br
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